Brasil Outsourcing 2008: Para conquistar espaço no mercado global, empresas precisam passar da teoria à prática
Terminou hoje, em São Paulo (SP), a quarta edição do Brasil Outsourcing 2008, seminário que tem entre seus objetivos discutir formas de promover a inserção de empresas brasileiras no mercado internacional. Foram dois dias de palestras e debates sobre tendências mundiais e fatores de sucesso no mercado de outsourcing. No centro da maioria das apresentações e debates de palestrantes brasileiros e estrangeiros, uma questão em comum: o que os líderes do governo e da iniciativa privada precisam fazer para transformar o Brasil em um dos expoentes desse mercado em crescimento?
“Passar da teoria à prática é o grande desafio”, afirma Flávio Grynszpan, chairman do Brasil Outsourcing. Nesse sentido, passos importantes serão dados a partir deste ano. O evento contou, pela primeira vez, com a participação da “Rede da Diáspora Brasileira”, recentemente criada pelo Brasil Outosurcing. Trata-se de um grupo de executivos brasileiros estabelecidos no exterior, que deve atuar na promoção e acesso a mercados externos das empresas brasileiras de software e serviços de Tecnologia da Informação. “Vamos aproveitar ao máximo o relacionamento da “Rede da Diáspora” para abrir oportunidades de parceria e negócios no exterior”, afirma Grynszpan.
Nesse contexto está a palestra que será realizada pelo chairman do Brasil Outsourcing e integrantes da Rede da Diáspora, no Citibank, em Nova York, dia 22 de maio próximo. Outro fato relevante será a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, na abertura da próxima reunião mensal da Rede, que marcará oficialmente sua criação no Brasil, lembrando que a iniciativa foi formalizada em Nova York em outubro do ano passado.
Humberto Andrade, da Infosys Technologies, um dos integrantes da Rede, reforça a importância do Brasil se consolidar como uma “marca” no mercado internacional. Nesse aspecto, Andrade considera fundamental investir na formação de uma rede de relacionamento internacional, que pode começar com a realização de contatos com empresários e executivos brasileiros bem posicionados no mercado internacional. “No exterior, as pessoas falam de América Latina. É preciso destacar o Brasil deste bloco com a adoção de estratégias mais agressivas de negócio”, afirma.
Além de investir no network da Rede da Diáspora, Grynszpan anuncia a criação do Programa de Mentores, formado por executivos que deverão atuar no sentido de mostrar a empresas brasileiras a melhor forma de se fazer negócios nos Estados Unidos.Além disso, o chairman do Brasil Outsourcing está em contato com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, com objetivo de apoiar a integração do projeto brasileiro de estímulo a pequenas e médias empresas de base tecnológica com os participantes da Rede da Diáspora. O modelo adotado, de acordo com Grynszpan, será semelhante aos Angels Clubs existentes no mercado internacional, onde pessoas físicas são incentivadas a investir em pequenas e médias empresas, possibilitando a arrancada inicial do negócio.
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